São Charbel Makhlouf

Monge da Ordem Libanesa Maronita

SOBRE

Ó Senhor, inspirastes São Charbel a viver e a morrer no caminho de Jesus Cristo. Ensinastes-lhe a viver os seus votos monásticos com perfeição, em absoluto silêncio, conformando a sua vida à Vossa.

Ó Deus todo-poderoso, manifestastes o poder da intercessão de São Charbel nos seus inúmeros milagres e prodígios. Concedei-nos a graça de Vos amar e servir como ele Vos amou e serviu, e concedei-nos, por sua intercessão, as intenções que guardamos no silêncio dos nossos corações.

Youssef Antoun Makhlouf nasceu no dia 8 de maio de 1828, na aldeia de Bkaakafra (distrito de Bsharri no norte do Líbano). Cresceu numa família profundamente religiosa e foi educado na fé cristã. Inspirado pela vida ascética e monástica dos eremitas solitários do mosteiro de Santo António de Kozhaya, da Ordem Libanesa Maronita, desejou, desde cedo, tornar-se monge. Frequentemente retirava-se para uma gruta dedicada à Virgem Maria, onde rezava e meditava. Os habitantes de Bkaakafra chamavam-no de “santo”, devido à sua piedade, fé inabalável em Jesus Cristo e exemplar devoção à Virgem Maria. Em muitos aspetos, essa gruta tornou-se o seu primeiro eremitério e altar de culto.

Em 1851, Youssef ingressou na Ordem Libanesa Maronita, adotando o nome de Charbel. Após dois anos de intensa formação académica e espiritual, professou os votos religiosos de obediência, pobreza e castidade no dia 1.º de novembro de 1853, no mosteiro de São Maron, na aldeia de Annaya (Monte Líbano). Tendo concluído os seus estudos teológicos sob a orientação de vários mestres, entre os quais São Neematallah Hardini, foi ordenado sacerdote no dia 23 de julho de 1859. Dedicou-se com total determinação à busca da perfeição espiritual.

Após 16 anos como monge na comunidade do mosteiro de Annaya, São Charbel solicitou formalmente tornar-se eremita. O chamado “milagre da lâmpada”, que iluminou apesar de conter apenas água, convenceu os seus superiores de que o seu pedido tinha origem divina. No dia 15 de fevereiro de 1875, entrou no eremitério dos Santos Pedro e Paulo, ligado ao mosteiro de São Maron, em Annaya, onde se consagrou a uma vida de oração, culto e trabalho braçal.

Após 23 anos no eremitério, São Charbel partiu para o descanso eterno no Senhor na véspera de Natal (24 de dezembro) de 1898. Vários meses após o seu sepultamento, uma luz foi vista a emanar do seu túmulo. Com a aprovação das autoridades eclesiásticas, o seu corpo foi exumado e encontrado incorrupto; exames posteriores revelaram que o seu corpo emanava sangue e água, como o de um organismo vivo.

A notícia do estado milagroso do seu corpo espalhou-se por toda a região, e muitos acorreram ao mosteiro de São Maron, em Annaya, procurando a intercessão deste santo. Relatos de curas físicas e espirituais começaram a ser analisados pelas autoridades da Igreja.

No dia 5 de janeiro de 1965, no encerramento do Concílio Vaticano II, São Charbel foi beatificado pelo Papa Paulo VI, sendo a única pessoa beatificada no encerramento deste Concílio. Este acontecimento trouxe grande alegria não só à Ordem Libanesa Maronita, mas a toda a Igreja Católica, que testemunhou este momento histórico. Posteriormente, foi canonizado pelo mesmo Papa no dia 9 de outubro de 1977.

Cura do corpo e da alma

Ao longo dos anos, a fama de São Charbel espalhou-se pelo mundo, sendo-lhe atribuídas inúmeras curas e milagres por sua intercessão. Muitos continuam a recorrer à sua oração para alcançar a cura do corpo e da alma, e a transformação das suas vidas.